O Sal como mar!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
trechos de "As Veias Abertas da América Latina"
"Provoca-me engulhos, confesso, ler alguns trabalhos valiosos de certos sociólogos, politólogos, economistas ou historiadores que escrevem em código. A linguagem hermética nem sempre é o preço inevitável da profundidade. Em alguns casos pode estar simplesmente escondendo uma incapacidade de comunicação, elevando-a a categoria de virtude intelectual. Suspeito que o fastio serve, dessa forma, para bendizer a ordem estabelecida: confirma que o conhecimento é um privilégio das elites."
"Obriga-se o oprimido afazer su, uma memória fabricada pelo opressor: estranha, dissecada, estéril. Assim, ele se resignará a viver uma vida que não é sua, como se fosse a única possível."
"A direita escolhe o passado porque prefere os mortos: mundo quieto, tempo quieto.Os poderosos, que legitimam seus privilégios pela herança, cultivam a nostalgia."
"Negócios livres como nunca, gente presa como nunca: Na América Latina, a liberdade empresarial é incompatível com as liberdades públicas."
"Quando a sombra da crise espreita, faz-se necessário o saque aos países pobres para garantir o pleno emprego, as liberdades públicas e as altas taxas de desenvolvimento dos países ricos."
"Os navios negreiros já não cruzam mais o oceano.Agora, os traficantes de escravos operam a partir do Ministério do Trabalho. Salários africanos, preços europeus."
"Como afogar explosões de rebelião das grandes maiorias condenadas? Como previnir essas possíveis explosões? Como evitar que essas maiorias sejam cada vez mais amplas se o sistema não funciona para elas? Excluindo-se a caridade, sobra a polícia."
"Não há nada mais em ordem do que um cemitério."
"O subdesenvolvimento não é uma etapa do desenvolvimento. É sua conseqüência."
Eduardo Galeano - As Veias Abertas da América Latina (Trechos do Posfácio)
Editora Paz e Terra, São Paulo, 1989.
LEIA O LIVRO NA ÍNTEGRA:
"Obriga-se o oprimido afazer su, uma memória fabricada pelo opressor: estranha, dissecada, estéril. Assim, ele se resignará a viver uma vida que não é sua, como se fosse a única possível."
"A direita escolhe o passado porque prefere os mortos: mundo quieto, tempo quieto.Os poderosos, que legitimam seus privilégios pela herança, cultivam a nostalgia."
"Negócios livres como nunca, gente presa como nunca: Na América Latina, a liberdade empresarial é incompatível com as liberdades públicas."
"Quando a sombra da crise espreita, faz-se necessário o saque aos países pobres para garantir o pleno emprego, as liberdades públicas e as altas taxas de desenvolvimento dos países ricos."
"Os navios negreiros já não cruzam mais o oceano.Agora, os traficantes de escravos operam a partir do Ministério do Trabalho. Salários africanos, preços europeus."
"Como afogar explosões de rebelião das grandes maiorias condenadas? Como previnir essas possíveis explosões? Como evitar que essas maiorias sejam cada vez mais amplas se o sistema não funciona para elas? Excluindo-se a caridade, sobra a polícia."
"Não há nada mais em ordem do que um cemitério."
"O subdesenvolvimento não é uma etapa do desenvolvimento. É sua conseqüência."
Eduardo Galeano - As Veias Abertas da América Latina (Trechos do Posfácio)
Editora Paz e Terra, São Paulo, 1989.
LEIA O LIVRO NA ÍNTEGRA:
quarta-feira, 15 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
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