Na semana em que o Ministro da Educação, Fernando Haddad, divulga o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – ENADE fica em evidência efêmera, o debate da Educação Superior na mídia. O interesse da divulgação desse resultado é utilizar como propaganda barata para o mercado, enfatizando uma visão produtivista do ensino em detrimento do seu papel social (identidade social da Universidade) .
O ENADE ainda contém muitas características subliminares do antigo PROVÃO (remanescente da era FHC), podem-se analisar essas particularidades ao observar como são expostas as notas ou classificações do ENADE, sendo assim, seus problemas ainda são muitos: Premiação dos/as¹ bem colocados/as; Indiferenciaçã o entre público e privado; Desrespeito às Características Regionais; Centralização; Avaliação Restrita; Punitivo X Propositivo; Imposição e Desrespeito à Complexidade do Sistema de Ensino Superior do BRASIL.
Na Bahia, nós os/as Estudantes tivemos nossa vitória com o apoio de Centros/Diretó rios Acadêmicos – CAs/DAs, Diretórios Centrais dos/as Estudantes – DCEs e com o apoio glorioso da União Nacional dos/as Estudantes – UNE conseguimos BOICOTAR o Exame por entender que o mesmo não é considerado como uma avaliação dialógica de verdade. O boicote foi percebido nitidamente em alguns cursos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB Campus de Jequié como o de Fisioterapia, Odontologia e Educação Física, que obtiveram a nota 1 ou simplesmente obtiveram a seguinte nota: Sem Conceito – SC, ou seja, não responderam a prova, mas colaram adesivos com a palavra Boicote!
O BOICOTE é uma forma direta de enfrentar e tencionar o Governo Federal para que se mude a maneira, os instrumentos e a cultura punitiva de “suposta avaliação” dos/as Estudantes das Instituições de Ensino Superior – IES.
Os padrões e referenciais mínimos para o Exame são definidos por Comissões Assessoras de Avaliação de Áreas e pela Comissão Assessora de Avaliação da Formação Geral. Compostas por “especialistas” e atuantes na área, essas comissões indicam competências, conhecimentos, habilidades e saberes a serem examinados e demais especificações sobre a prova, mas não tem em sua função prioritária o trabalho dialógico de avaliar de fato as notas e propor mudanças e/ou avanços.
Seria responsabilidade dessas Comissões definirem diretrizes a serem observadas pelas bancas elaboradoras das provas, mas essa intenção só é observada nos documentos do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior - SINAES , ficando restrita apenas ao campo da falácia e não da prática!
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
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